Adquirir equipamento ou viaturas para a empresa raramente é feito a pronto. Leasing e renting são as duas alternativas mais comuns, mas têm consequências contabilísticas e fiscais muito diferentes que importa pesar antes da assinatura.
Leasing financeiro
Trata-se de um financiamento com opção de compra. O bem entra no balanço da empresa como ativo fixo tangível, é amortizado segundo as taxas legais e o IVA é deduzido na renda mensal. No final, o locatário paga o valor residual e fica com o bem.
Renting operacional
É um aluguer de longa duração sem opção de compra. O bem não entra no balanço e a renda mensal é gasto direto do exercício. Inclui geralmente serviços associados (manutenção, seguro, assistência). O IVA das rendas é dedutível conforme as regras gerais.
Impacto fiscal nas viaturas
No leasing, a amortização e os juros estão sujeitos aos limites de aquisição (25 000 € combustão; 35 000 € híbridas; 62 500 € elétricas). No renting, a renda também tem limites equivalentes. Em ambos, a tributação autónoma incide sobre os encargos.
Como decidir
Renting compensa quando: quer renovar o equipamento frequentemente, prefere previsibilidade de custos e não quer responsabilidade de manutenção. Leasing compensa quando: tenciona ficar com o bem, o valor é elevado e quer reforçar o ativo do balanço para efeitos de rácios bancários.





