Portugal é um dos países europeus com maior carga fiscal sobre a eletricidade empresarial. Para as PME, isso significa que mais de metade da fatura é composta por encargos que não dependem do consumo real.
A fatura de eletricidade de uma empresa portuguesa integra: a tarifa de energia (TE), o acesso às redes (TAR/UUR), o IVA a 23%, a CESE, a taxa de audiovisual e os custos de interesse económico geral (CIEG).
A boa notícia: estudos da ADENE e da DGEG indicam que as PME portuguesas têm um potencial médio de poupança entre 20% e 40% na fatura de eletricidade.
Porque é que a conta de luz pesa tanto?
- Tarifa de Energia (TE) - O custo efetivo da energia consumida.
- Acesso às Redes (TAR/UUR) - Remunera a infraestrutura elétrica.
- Impostos e encargos - IVA 23%, CESE, CIEG. Representam 40-55% da fatura.
- Ciclo horário e potência - Consumir no vazio pode reduzir o custo em 30-50%.
As 8 medidas com maior impacto
- Iluminação LED - até 80% na iluminação. Payback 1-2 anos.
- AVAC com Inverter - até 40% em climatização.
- Solar fotovoltaico - 30-60% do total. Portugal tem 2 800 horas de sol/ano.
- Mercado Livre de Energia - 10-25% na tarifa TE.
- Monitorização IoT - 5-15% do total.
- Correção do fator de potência - até 10%.
- Automação e gestão horária - 5-12% do total.
- Equipamentos classe IE3/IE4 - 10-30% nos motores.
Calcule a poupança da sua empresa
Utilize o nosso Simulador de Eficiência Energética para calcular o impacto combinado destas medidas.
Por onde começar: os 4 passos essenciais
- Auditoria energética certificada
- Quick wins sem investimento
- Investimento em eficiência tecnológica
- Estratégia de contratação e geração própria
Mercado Livre de Energia
Desde 2021, todas as empresas estão no Mercado Livre. No modelo indexado, o preço acompanha o MIBEL; no modelo fixo, a empresa bloqueia uma tarifa por 1 a 3 anos.
Fontes: ADENE, DGEG, ERSE, Portugal 2030, MIBEL.





