O comércio internacional fez com que mesmo pequenas empresas portuguesas tenham hoje faturas em dólares, libras ou ienes. A contabilização em euros e o tratamento das diferenças cambiais é uma das áreas onde mais erros se cometem.
Taxa de câmbio a aplicar
A regra é usar a taxa publicada pelo Banco Central Europeu no dia da operação (data da fatura para vendas, data do documento para compras). Para regularização de IVA usa-se a taxa do dia do vencimento. Algumas empresas adotam taxa média mensal por simplificação - é aceitável desde que aplicada de forma consistente.
Contabilização inicial
Uma venda de 10 000 USD com câmbio EUR/USD a 1,10 regista-se por 9 090,91 euros (10 000 / 1,10). A dívida do cliente fica em euros, mas é necessário manter o controlo da moeda original para o recebimento futuro.
Diferenças cambiais realizadas
Quando o cliente paga e a taxa de câmbio mudou, a diferença é reconhecida na conta 79 (rendimentos) se favorável ou 69 (gastos) se desfavorável. São totalmente dedutíveis ou tributáveis em IRC.
Diferenças cambiais potenciais
No fecho do ano, todos os saldos em moeda estrangeira são revalorizados à taxa de câmbio de 31 de dezembro. As diferenças potenciais entram no resultado do exercício, mas devem ser identificadas separadamente porque o seu tratamento fiscal pode exigir ajustamentos no quadro 07 da Modelo 22.





